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Entrevista em inglês: o plano de 30 dias para quem não é nativo

Seu inglês não vai melhorar de forma mensurável em trinta dias — mas as duzentas frases de que uma entrevista realmente precisa podem soar como se você já as tivesse dito mil vezes. Porque terá dito.

A Mesa Editorial
4 min de leitura · Atualizado em agosto de 2026
Um pequeno grupo praticando conversação ao redor de uma mesa
Falar não se treina sozinho: conte a mesma história para três pessoas e a entrevista deixa de ser estreia.

Saiba o que está sendo testado de verdade

Entrevista em inglês não testa inglês. Testa se você consegue carregar a sua história profissional em inglês — uma superfície muito menor: seus projetos, suas decisões, seus números e o vocabulário da sua área. Ninguém vai pedir que você discuta literatura.

Essa releitura é o plano inteiro: pare de “melhorar o inglês” e comece a ensaiar as vinte histórias de que você vai precisar de fato, até a fluência dentro desse território ser real. Para quem mira vaga internacional, o gargalo é esse — e ele se destrava em trinta dias, não em mais dez anos de curso de inglês.

Dias 1–10: escreva

Escreva suas seis histórias STAR em inglês — cinco linhas cada, registro falado, sem palavra de dicionário que você não diria em voz alta. Acrescente sua apresentação pessoal (45 segundos), o seu “why this company” e as perguntas que você fará no final.

Leia em voz alta enquanto escreve. Frase em que você tropeça no papel desaba sob pressão; simplifique agora. Verbo curto ganha de substantivo elegante.

Dias 11–20: fale

Grave-se todos os dias: uma história, um take, celular sobre a mesa. Ouça uma vez, anote os dois piores tropeços, faça um segundo take. Vinte minutos por dia; terceiro take, jamais — polir demais fabrica roteiro.

Faça dez minutos de shadowing de qualquer tech talk ou call de resultados da sua área. Você não está copiando sotaque; está emprestando ritmo e tecido conectivo — o “so”, o “which meant”, o “the trade-off was” que fazem a resposta fluir.

Dias 21–30: sparring

Agora acrescente um oponente: um amigo, um professor, qualquer pessoa disposta a interromper com perguntas de aprofundamento. A habilidade em teste é se recuperar em inglês quando te tiram do roteiro — a única coisa que gravação nenhuma ensina.

Três simulações de quarenta minutos valem mais do que trinta horas sozinho. Na entrevista real, nada do que aparecer nos primeiros quinze minutos deveria ser uma frase que você nunca disse em voz alta.

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O guia cobre o que acontece na mesa de entrevista; quem te senta nela é o currículo — escreva nas suas palavras e receba a página em inglês em dez segundos