Recrutador não é seu amigo — mas é útil
Quem te manda mensagem no LinkedIn vem em dois tipos, com incentivos completamente diferentes. Descubra quem está do outro lado da mesa e de onde vem o dinheiro dele antes de decidir o que falar — e quais números jamais entregar.

Primeiro, veja quem de fato está do outro lado
O recrutador interno é funcionário da empresa que contrata: medido por vagas preenchidas e qualidade, conhece o time, e o que você contar a ele vai para o dossiê. O headhunter de agência recebe da empresa um percentual do seu pacote de primeiro ano — ele lucra quando você é colocado, em qualquer lugar, pelo maior número que feche.
Nenhum dos dois é inimigo; os dois otimizam algo que não é a sua carreira. A comissão da agência significa que um headhunter de verdade tem interesse direto em o seu salário ser ALTO — use isso. Também significa que ele vai te empurrar para o fechável, não para o ótimo.
Como ser achado pelos certos
Recrutador vive dentro da busca do LinkedIn. Seu headline deve ser o cargo que você quer mais duas especialidades buscáveis, não “open to opportunities”. O perfil que espelha os bullets quantificados do seu currículo recebe mensagem para a vaga certa; o perfil vago recebe spam.
Responda abordagem boa mesmo sem estar procurando — duas frases educadas e um “agora não, mas me lembre quando surgir X” constroem a ficha que toca no dia em que X existe.
A primeira ligação também é negociação
A primeira call do headhunter vem atrás do seu salário atual e do seu piso. Entregue faixas e prioridades, nunca o número atual — na maioria das conversas, “estou mirando uma remuneração total em torno de X” faz tudo o que o seu holerite faria, sem criar teto.
Extraia tanto quanto entrega: por que a vaga abriu, há quanto tempo está aberta, o que derrubou os últimos candidatos. Headhunters respondem a isso com mais honestidade do que as empresas — informação de rotatividade é o estoque diário deles.
É relação longa, não transação
Os melhores headhunters da sua área vão te colocar duas vezes por década e te informar sobre o mercado no intervalo. Mande notícias de vez em quando, indique bons candidatos e atenda o telefone nos anos em que estiver feliz.
O recrutador que viu o seu cargo subir por cinco anos te vende de um jeito muito diferente daquele que te conheceu terça passada. E essa diferença é cotada na sua moeda.
O guia cobre o que acontece na mesa de entrevista; quem te senta nela é o currículo — escreva nas suas palavras e receba a página em inglês em dez segundos